Estratégia e Vantagens Competitivas

Estratégia

A Companhia tem como objetivo consolidar sua posição como uma das organizações empresariais de base florestal de maior rentabilidade e competência no setor. A Suzano busca evolução contínua, por meio da adoção de um conjunto de medidas e inovações que levam a Companhia a apresentar resultados econômicos e financeiros consistentes. A geração de caixa permite a execução dos objetivos estratégicos para maximizar o retorno sobre o capital investido e gerar mais valor aos acionistas, baseados nos pilares de competitividade estrutural, negócios adjacentes e redesenho da indústria.

COMPETITIVIDADE ESTRUTURAL:
Aprimorar continuamente a eficiência operacional e a competitividade de seus ativos

A Companhia objetiva aprimorar a eficiência operacional e a competitividade de seus ativos, mediante a busca contínua na melhoria da qualidade dos produtos existentes, incremento em pesquisa e desenvolvimento, bem como através de ações voltadas para aumentar a excelência na gestão de suas áreas industrial e florestal. Para tanto, investe em modernização e otimização para reduzir os custos unitários de produção e elevar sua produtividade florestal, industrial e administrativa, e continua a analisar e implementar ações que permitam aumentar sua eficiência operacional.

A principal iniciativa nesse pilar, consiste na modernização e desgargalamento da unidade de Imperatriz (MA). Esse investimento permitirá a redução do custo caixa de produção, por meio de menor consumo de insumos e diluição dos custos fixos, e consequentemente contribuirá para nos aproximarmos do que consideramos ser nosso custo estrutural ótimo

Dentre outras, a Companhia adota as seguintes práticas e processos de gestão:

  1. utilização da tecnologia genética e de clonagem para elevar o incremento florestal anual; e
  2. implantação do orçamento matricial para a otimização dos custos fixos e despesas.
NEGÓCIOS ADJACENTES:
Foco no desenvolvimento de novos produtos provenientes da base florestal com alta rentabilidade e escalabilidade que inovam e quebram paradigmas

A Companhia investe permanentemente em pesquisa e desenvolvimento para desenvolvimento de novos produtos provenientes da base florestal com alta rentabilidade e escalabilidade que inovam e quebram paradigmas. O pilar de negócios adjacentes busca novas utilizações da base de ativos, diversificando os produtos da Companhia. Foram anunciados nessa frente investimentos em biotecnologia (FuturaGene), na produção de celulose Fluff, em lignina e na entrada no segmento de tissue.

REDESENHO DA INDÚTRIA:
Estratégia para reduzir a variabilidade de retorno da indústria

O pilar estratégico de Redesenho da Indústria busca formas para assegurar retornos menos voláteis. O ROIC do setor é muito dependente de variáveis exógenas (câmbio e preço de celulose) em uma indústria de capital intensivo. O objetivo é construir uma empresa com retornos menos voláteis por meio de M&A, verticalização, internacionalização, acordos comerciais, entre outros.

A estratégia de longo prazo se mantém comprometida com a rentabilidade, para se tornar uma empresa ainda mais inovadora, com excelência operacional e sustentabilidade em suas operações. A Companhia pretende garantir sua sustentabilidade econômica, social e ambiental apresentando maior geração de valor aos seus acionistas, e aprimoramento contínuo das práticas de governança corporativa.

Pontos Fortes

Operações verticalmente integradas e baixos custos de produção

As operações verticalmente integradas da Companhia garantem a flexibilidade de ajustar a produção e as vendas de papel e celulose com base nas mudanças de condições de mercado. A Suzano produz aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de Celulose de Mercado. os últimos doze meses findos em 30/09/2017, a Companhia apresentou Custo-Caixa de produção de Celulose de Mercado de R$ 588 por tonelada (equivalentes a US$ 186/ton, considerando o câmbio médio de R$ 3,16), o qual, acredita, com base em estudos da consultoria Hawkins Wright, representar um dos mais competitivos Custo-Caixa de produção do mundo. 

Dado o elevado grau de integração entre a produção de celulose e papel, a Companhia detém baixo custo de conversão de celulose para papel. A Companhia atribui baixos custos de produção aos seguintes fatores:

Elevada produtividade florestal

A Companhia utiliza técnicas avançadas de clonagem e práticas silviculturais em suas florestas plantadas renováveis, que fazem o eucalipto crescer em apenas sete anos (período de crescimento significativamente menor que a da madeira de seus competidores extraída fora do Brasil). A aquisição do controle da empresa de biotecnologia FuturaGene possibilita a Companhia, somada a sua competência em pesquisa e desenvolvimento de eucalipto, acelerar ganhos de produtividade nas florestas e ir além de suas operações, na medida em que pode aplicar essa tecnologia também nas florestas de terceiros.

Proximidade entre as áreas de plantio e unidades industriais

Os plantios da Companhia estão próximos a suas fábricas. Os plantios que abastecem a Unidade Mucuri estão a uma distância estrutural de cerca de apenas 74 km de tal unidade, os plantios que abastecem a Unidade Imperatriz estão a uma distância média de cerca de 184 km da unidade, enquanto nas Unidades de São Paulo, a distância média é de aproximadamente 190 km.

Alto nível de produção própria de energia

A energia gerada no processo de produção de celulose garante a autossuficiência energética das unidades produtivas.

 

A FuturaGene, subsidiária integral da Suzano Papel e Celulose, é líder em pesquisa e desenvolvimento genético de plantas para os mercados globais dos setores florestais, de bioenergia e biocombustíveis. Com centros de pesquisa no Brasil, China e Israel, a empresa desenvolve tecnologia sustentável para atender à crescente demanda por culturas produtoras de fibra, combustível e energia. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou em 2015 o uso comercial do eucalipto com aumento de produtividade desenvolvido pela FuturaGene.

Dentre os benefícios decorrentes do ganho em produtividade proporcionado pelo eucalipto geneticamente modificado vale destacar, na esfera econômica, o aumento da competitividade do setor florestal brasileiro. Já do ponto de visita ambiental, o principal ganho será a menor emissão de gás carbônico pela redução do transporte, considerando que a distância entre florestas e fábricas poderá ser menor. Outros benefícios significativos incluem a redução no uso de insumos e disponibilidade de terras para outros usos, como preservação ou produção de alimentos.

No aspecto social, a nova tecnologia será disponibilizada aos pequenos produtores rurais que já são parceiros da Suzano Papel e Celulose no programa de fomento florestal e que já se beneficiam das melhores variedades de eucalipto da empresa há muitos anos.

Qualidade superior de seus produtos e capacitação tecnológica

Os papéis de imprimir e escrever produzidos com fibra de eucalipto apresentam melhor formação e distribuição na superfície da folha, qualidade na impressão, opacidade, uniformidade, maciez e corpo superior quando comparado aos papéis produzidos com outras fibras. Da mesma forma, o papelcartão destaca-se pela qualidade de impressão, lisura superficial, rigidez, e alto desempenho em processos de impressão, corte, vinco e envase, características importantes para a produção de embalagens. Devido às características conferidas pela celulose de eucalipto aos papéis para imprimir e escrever e papéis sanitários, a demanda por esta fibra cresceu 6,8% em 2016 comparado à 2015 segundo dados do PPPC.

A Companhia investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e aplicações para atender as necessidades de seus clientes.

O gráfico abaixo demonstra a competitividade da fibra de eucalipto em relação a outras fibras:

Volume de Fibras (milhões de toneladas)

Produtos e mercados diversificados com sólida geração de caixa operacional

A produção de papel e celulose para os mercados doméstico e internacional permite obter benefícios de diversificação, mantendo a Companhia bem posicionada tanto para atender o potencial crescimento do mercado doméstico como também para aproveitar as oportunidades oferecidas no mercado internacional.

Esses fatores proporcionam:

Liderança e marca forte no mercado de papéis no Brasil

A Companhia acredita que sua posição de liderança e a força de suas marcas, como Report, Reciclato e Paperfect, são os grandes propulsores de nossos negócios de papel no Brasil.

Forte posicionamento para exportação

A Companhia obteve no 3T17, 68% de sua receita líquida advinda de exportações, realizadas para mais de 90 países. Cerca de 90% do volume de Celulose de Mercado e aproximadamente 33% do volume de papéis que vende é exportado.

Sólida geração de caixa operacional

Apesar da volatilidade do preço da celulose, a Companhia manteve um histórico de sólida geração de caixa operacional, que tem proporcionado recursos e capacidade de obter financiamentos para suas operações. Além de seu histórico consistente de geração de caixa operacional, em razão de suas atividades de exportação, usualmente a Companhia tem acesso a financiamentos de exportação, que oferecem taxas de juros competitivas, tanto de curto quanto de longo prazo.

PortfÓlio de Produtos Diversificado e Complementar

A Suzano apresenta um portfólio de produtos balanceado e complementar, composto por celulose de mercado, papelcartão, papel não revestido e papel revestido, sendo que a celulose de mercado contribui com mais da metade da receita líquida da Suzano. Abaixo, fluxograma apresentando todos os produtos desenvolvidos pela Suzano e sua respectiva participação na receita líquida do 3T17 da Suzano:

Além disso, a Suzano foi a primeira empresa no mundo a utilizar fibra curta para a produção de celulose tipo fluff, usada em fraldas e absorventes. A entrada da Suzano neste mercado ocorreu em dezembro de 2015. Dentre as vantagens do projeto podemos citar a flexibilidade de produção de fluff ou papel de imprimir e escrever em relação à capacidade de produção atual e a redução de custos para os clientes.

Altos padrões socioambientais

Além de ser importante para o seu desenvolvimento sustentável e para a sua responsabilidade social, a Companhia acredita que seu êxito em estabelecer e cumprir altos padrões socioambientais proporciona uma vantagem competitiva adicional, em especial com relação às vendas para clientes na Europa e América do Norte. A Companhia foi uma das empresas pioneiras na produção de papel offset no Brasil, reciclado em escala industrial, denominado Reciclato. Também foi uma das empresas pioneiras de papel e celulose no mundo e a primeira nas Américas a obter a certificação internacional ISO 14001 para regras de gestão ambiental adotadas em sua Unidade Mucuri, que conta também com a certificação FSC (Forest Stewardship Council). A Unidade Suzano obteve a certificação FSC em dezembro de 2006. A Unidade Imperatriz possui a certificação FSC desde o início da produção.

Adicionalmente, a Companhia se dedica à prestação de serviços à comunidade, participando e dando apoio financeiro a diversos projetos, inclusive por meio do Instituto Ecofuturo, uma organização não governamental idealizada e patrocinada pela Companhia para promover atividades relacionadas ao meio ambiente e à educação, dentre outras.

Equipe de gestão experiente focada em criação de valor

A Companhia possui uma equipe de gestão bastante experiente, sendo que vários membros do seu Conselho de Administração e da equipe de gestão sênior têm muitos anos de experiência na indústria de papel e celulose. O seu modelo de gestão empresarial está em linha com os padrões mundiais de excelência empresarial, com foco na criação de valor para seus acionistas. A Companhia tem apresentado aprimoramento contínuo em práticas de governança corporativa, com destaque para:

  1. adesão ao Nível 1 de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa da BOVESPA em 2004, em continuidade às obrigações assumidas pela Companhia Suzano desde 2003;
  2. implementação de um Código de Conduta aplicável às empresas do grupo Suzano em 2006;
  3. criação de três comitês que assessoram seu Conselho de Administração (Sustentabilidade e Estratégia, Gestão e Auditoria); e
  4. reformulação do seu Conselho de Administração com quatro Conselheiros Independentes, conforme padrões do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.

Políticas financeiras focadas na mitigação de riscos de liquidez

Nossa gestão financeira é orientada por políticas e diretrizes focadas na mitigação de riscos de liquidez. Como consequência, mantemos um nível de caixa e equivalentes que acreditamos ser suficiente para cobrir nossas obrigações de curto prazo relacionadas ao endividamento, reduzindo os riscos de rolagem da dívida e a necessidade de acesso aos mercados de dívida em condições de estresse. Pelo mesmo motivo, só realizamos operações com derivativos para fins de proteção do fluxo de caixa, sempre através de instrumentos básicos (plain vanilla), lineares e líquidos. Mantemos nosso endividamento em níveis baixos no curso normal dos negócios, com dívida adicional limitada a financiar projetos de crescimento, considerando o serviço dessa dívida e a geração de fluxo de caixa dos projetos.

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