Fatores de Risco

a) Com relação à Companhia 

Os preços dos produtos da Companhia são altamente influenciados por mercados internacionais e, portanto, a Companhia tem pouco controle sobre os preços praticados.

Os mercados de celulose são tipicamente cíclicos. Além disso, os preços de celulose praticados pela Companhia acompanham os preços internacionais de mercado, que são determinados pelo balanço de oferta e demanda, pela capacidade de produção global e pelas condições econômicas mundiais. Esses preços também podem ser afetados por flutuações das taxas de câmbio entre as moedas dos principais países produtores e consumidores, movimentações de estoques entre produtores e compradores, em função de expectativas de preços distintas ou, ainda, pelas estratégias de negócios adotadas por outros produtores, incluindo a disponibilidade de substitutos para os produtos da Companhia a preços mais competitivos. Todos esses fatores estão fora do controle da Companhia e podem ter um impacto significativo sobre a demanda por celulose e, consequentemente, sobre as margens operacionais, lucratividade e retorno sobre o capital investido da Companhia.

Os preços de papéis, por sua vez, são determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados regionais onde são   comercializados, embora com comportamento mais estável do que o dos preços de celulose. Assim, os preços dos papéis comercializados pela Companhia sofrem flutuações em decorrência direta de diversos fatores, dentre eles, das flutuações nos preços de celulose e de características específicas dos mercados em que a Companhia atua.

Flutuações de preços dos produtos ocorrem não só de ano para ano, mas também ao longo do ano como resultado da economia global e regional, condições, restrições de capacidade, aberturas e fechamentos de plantas, entre outros fatores.

A Companhia não pode garantir que os preços de mercado para celulose e papel e a demanda por seus produtos se manterão favoráveis aos seus negócios sem oscilações adversas, casos em que a habilidade da Companhia em operar suas fábricas de maneira economicamente viável poderá ser afetada de forma negativa.

A atividade da Companhia apresenta riscos operacionais relevantes que se materializados podem resultar na paralisação parcial de suas atividades e impactar adversamente os seus resultados e condições financeiras.

As operações da Companhia estão sujeitas a riscos operacionais, os quais podem causar a paralisação, ainda que parcial ou temporária, de suas atividades assim como perda de produção. Tais paralisações podem ser causadas por fatores associados à falha de equipamentos, acidentes, incêndios, greves, desgastes decorrentes do tempo e da exposição às intempéries e desastres naturais. A ocorrência dos eventos mencionados pode, dentre outros efeitos, resultar em danos graves aos bens da Companhia, diminuição do volume ou aumento dos custos de produção, causando um efeito adverso negativo em suas condições financeiras.

Para o desenvolvimento dos seus negócios, a Companhia depende da contínua operação logística, que contempla estradas, ferrovias, armazéns, portos, entre outros. Tais operações podem ser interrompidas por fatores exógenos, como, por exemplo, ocorrências de movimentos sociais, desastres naturais e greves.

A interrupção no fornecimento de insumos para a operação das unidades industriais e florestais, ou no transporte de produtos acabados aos clientes poderiam causar impactos materiais adversos sobre as receitas e o resultado operacional da Companhia.

Celebramos contratos com terceiros para prestar os serviços de transporte e logística necessários para as nossas operações. Por consequência, a rescisão ou término destes ou nossa incapacidade de renová-los ou negociar novos contratos com outros prestadores de serviços em condições semelhantes poderá afetar significativamente a nossa situação financeira e operacional.

A cobertura de seguro da Companhia pode ser insuficiente para cobrir suas perdas e não abrange danos causados às suas florestas.

A cobertura de seguros da Companhia para danos em suas unidades industriais decorrentes de riscos operacionais ou responsabilidade de terceiros por acidentes, bem como para transporte doméstico e internacional, pode ser insuficiente para cobrir as perdas que a Companhia possa vir a sofrer em eventuais sinistros de magnitude catastrófica ou então decorrente de particularidades excluídas e/ou descobertas pelas devidas apólices contratadas. A Companhia não mantém cobertura contra danos decorrentes de incêndio, furtos, pragas ou quaisquer outros riscos nas suas florestas. A ocorrência de perdas ou outros prejuízos que não estejam cobertos pelos seguros da Companhia, decorrente de limitação de cobertura, prejuízos superiores aos limites estabelecidos em apólice ou quaisquer outros motivos que impeçam o recebimento de indenização, podem resultar em custos adicionais significativos e inesperados. Ademais, os termos e as condições de renovação das apólices de seguros da Companhia poderão ser alterados no futuro em função de modificações no mercado de seguros ou então das características dos próprios riscos cobertos.

A Companhia é titular de benefícios fiscais, cuja suspensão, decurso do prazo de vigência, cancelamento ou não renovação podem afetar adversamente os resultados da Companhia e geração de caixa líquida. Alterações na legislação fiscal podem impactar negativamente os negócios da Companhia.

A Companhia possui unidades de produção em microrregiões localizadas nas áreas de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE, sendo assim é beneficiária de incentivos fiscais federais por força de suas atividades nessa região. Além disso, a Companhia conta com outros benefícios fiscais federais.

Ainda, a Companhia se beneficia de incentivos fiscais com base em legislação estadual que podem eventualmente ser questionados judicialmente decorrente de entendimento de que a concessão de tais incentivos dependeria de aprovação por unanimidade do CONFAZ, o qual é composto por secretários da fazenda de cada Estado da Federação.

A Companhia não pode assegurar que os incentivos fiscais de que é atualmente beneficiária serão mantidos, renovados ou, ainda, que conseguirá obter novos benefícios fiscais em condições favoráveis. Caso tais benefícios fiscais não sejam efetivamente renovados, isso poderá ter um efeito adverso relevante nos resultados da Companhia e na geração de caixa líquido. Em caso de eventuais questionamentos de ordem constitucional ou se a Companhia não for capaz de cumprir com obrigações acessórias relacionadas a tais benefícios fiscais, estes podem ser suspensos ou cancelados e, a Companhia pode ser demandada a pagar os impostos devidos dos últimos cinco anos, incluindo juros e multas, o que poderá afetá-la adversamente.

Além disso, o governo federal, estadual e municipal, frequentemente, implementa alterações na legislação tributária que podem afetar a Companhia e seus clientes, tais como alterações nas alíquotas e base de cálculo dos tributos. Algumas destas alterações podem resultar em aumento de encargos fiscais e alteração, redução ou extinção de benefícios fiscais, que podem afetar adversamente os negócios da Companhia.

Os empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo da Companhia exigirão que uma parte significativa do seu fluxo de caixa seja utilizada para o pagamento do valor principal e dos juros das obrigações decorrentes desse endividamento. 

Durante o ano de 2015, dando continuidade ao processo de desalavancagem e eficiência financeira da Companhia, a gestão de passivos financeiros otimizou a forte geração de caixa e antecipou o pagamento de dívidas, no montante aproximado de R$ 4,3 bilhões. O perfil de endividamento da Suzano pode levá-la a utilizar o fluxo de caixa disponível proveniente de suas operações para o pagamento do principal e dos juros decorrentes desse endividamento, ao invés de utilizá-lo para o pagamento de dividendos ou para outros fins. 

Alguns dos contratos financeiros da Companhia contêm cláusulas que impõem a manutenção de certos índices financeiros e o inadimplemento cruzado (cross default). A inadimplência gerada a partir de violação destes contratos pode ter efeitos materiais adversos sobre a Companhia.

Parte dos contratos que representam parcela do endividamento da Companhia contém cláusulas que exigem a manutenção de determinada proporção entre certos índices financeiros, tais como Dívida Líquida e EBITDA Ajustado, além de que a ocorrência de um evento de inadimplemento sob certas dívidas pode acionar um evento de inadimplemento de outras dívidas ou permitir que os credores destas dívidas antecipem seus vencimentos. O inadimplemento de determinados termos dos contratos de financiamento, que não for devidamente consentido pelos credores relevantes, pode resultar em uma decisão por parte destes credores de acelerar o saldo em aberto da dívida, e em alguns contratos também poderiam acelerar outras dívidas. Nesta última hipótese, os ativos e fluxos de caixa da Companhia poderão ser insuficientes para pagar os valores devidos pelos contratos de financiamento. Se tais eventos ocorrerem, a situação financeira da Companhia e o preço das suas ações poderão ser material e adversamente afetadas.

Se a Companhia for incapaz de administrar os problemas e riscos em potencial relacionados a aquisições e alianças, seus negócios e perspectivas de crescimento podem ser afetados. Alguns dos concorrentes da Companhia podem estar melhor posicionados para adquirir outros negócios de celulose e papel.

A Companhia completou aquisições importantes nos anos 2010 e 2011 e poderá, como parte de sua estratégia, adquirir outros negócios ou firmar alianças no Brasil ou em outros países. Eventos inesperados, alterações em condições de mercado, bem como dificuldades ao integrar novos negócios, ou administrar novas alianças com êxito, podem afetar adversamente o desempenho comercial e financeiro da Companhia. Além disso, o setor mundial de celulose e papel pode buscar consolidações com diversas empresas competindo por oportunidades de aquisições e alianças neste setor.

Se a Companhia vier a se engajar em futuras transações de aquisições estará sujeita a certos riscos, incluindo aqueles atinentes à escolha do sócio ou parceiro, bem como aos riscos de falhas no planejamento e/ou gestão de qualquer nova aliança estratégica. Ademais, qualquer nova aquisição ou aliança estratégica poderá gerar o aumento dos custos da Companhia e a mudança significativa das métricas financeiras. Ainda, o foco da Administração da Companhia pode se dispersar em relação aos negócios atuais, além do que a Companhia pode perder colaboradores chave da empresa adquirida ou que vier a se aliar à Companhia. Eventuais movimentos de outras empresas concorrentes nesse sentido podem afetar a Companhia e a probabilidade de sucesso em realizar ou concluir aquisições e alianças necessárias à ampliação de seu negócio. Além disso, qualquer grande aquisição pode estar sujeita à aprovação regulamentar.

A redução da classificação de risco de crédito da Companhia pode aumentar seu custo de captação e/ou restringir a disponibilidade de novos financiamentos ou injeções de capital.

A classificação de risco indica a probabilidade de pagamento das dívidas e obrigações da Companhia no seu vencimento, assim como a pontualidade no pagamento dos juros e demais custos da Companhia. A classificação de riscos não deve ser interpretada como uma recomendação de comprar, reter ou vender quaisquer valores mobiliários emitidos pela Companhia, assim como não necessariamente afetará o preço de mercado ou a adequação dos valores mobiliários emitidos pela Companhia para qualquer investidor em particular. A Companhia não pode assegurar que a sua classificação de risco será mantida por qualquer período de tempo ou que não será rebaixada ou cancelada. A classificação de risco atribuída à Companhia pela agência de classificação poderá ser elevada ou reduzida dependendo de, entre outros fatores, da avaliação das agências de risco sobre a nossa situação financeira.

A classificação de risco impacta a condição financeira em geral da Companhia, incluindo taxas de juros pagas sobre financiamentos tomados e a percepção do mercado sobre a situação financeira da Companhia, que por sua vez poderia ter um efeito material adverso sobre a nossa habilidade de realizar pagamentos nas datas devidas.

Se a classificação de risco da Companhia vier a ser reduzida e a percepção do mercado vier a ser de deterioração da situação financeira da Companhia, os custos associados aos financiamentos provavelmente subiriam e o resultado da Companhia cairia, o que poderia causar um efeito material adverso sobre a Companhia.

Adicionalmente, a classificação de risco da Companhia é sensível à qualquer mudança sobre a classificação do risco soberano brasileiro. A classificação do risco soberano brasileiro foi diminuída em 2015 e 2016 e atualmente não se classifica como investment grade. Qualquer novo rebaixamento da classificação de risco soberano do Brasil pode gerar consequências adversas na capacidade da Companhia de obter financiamentos ou nos custos desses financiamentos e, consequentemente, sobre os seus resultados.  

Disputas judiciais cujos resultados venham a ser desfavoráveis para a Companhia e afetar negativamente os negócios e situação financeira

Diante da natureza da atividade, a Companhia está envolvida em disputas judiciais de natureza cível (inclusive ambiental), tributária e trabalhista que envolvem reivindicações monetárias significativas.

Considerando que eventual resultado desfavorável nas demandas poderá resultar em desembolso pela Companhia em valores substanciais, o item 4.3 do Formulário de Referência destaca a relação aos processos relevantes em que a Companhia figura como parte.

Emissão de novos valores mobiliários pela Companhia no futuro poderão resultar em uma diluição da participação do investidor no capital social da Companhia.

A Companhia pode optar por captar recursos adicionais no futuro através de operações de emissão pública ou privada de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações. Conforme previsto no artigo 172 da Lei das Sociedades por Ações, a captação de recursos através de distribuição pública de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações pode ser realizada com a exclusão do direito de preferência dos acionistas da Companhia.

Portanto, a emissão de novos valores mobiliários pela Companhia, para fazer frente a uma eventual necessidade de capital adicional no futuro, poderá resultar em uma diluição da participação do investidor no capital social da Companhia.

Os proprietários das ações da Companhia podem não vir a receber dividendos ou juros sobre o capital próprio.

De acordo com o Estatuto Social, deve-se pagar aos acionistas um dividendo anual obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido anual da Companhia, calculado e ajustado nos termos da Lei das Sociedades por Ações. O Estatuto Social permite o pagamento de dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. A Companhia poderá também pagar juros sobre o capital próprio, limitados aos termos da lei. Os dividendos intermediários e os juros sobre o capital próprio declarados em cada exercício social poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório do resultado do exercício social em que forem distribuídos.

A Assembleia Geral de Acionistas da Companhia pode deliberar pela capitalização, utilização para compensar prejuízo ou retenção de lucro líquido da Companhia, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações, podendo tal lucro líquido não ser disponibilizado para pagamento de dividendos ou a Companhia não realizar o pagamento de juros sobre capital próprio.

b) Com relação ao seu controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle

A gestão da Companhia é fortemente influenciada por seus acionistas controladores e os interesses de seus atuais acionistas controladores podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas.

Os acionistas controladores da Companhia têm poderes para, dentre outros, eleger a maioria dos membros de seu Conselho de Administração e determinar o resultado de qualquer deliberação que exija aprovação de acionistas, incluindo operações com partes relacionadas, reorganizações societárias e alienações e a época do pagamento de quaisquer dividendos futuros, observadas as exigências de pagamento do dividendo mínimo obrigatório, impostas pela Lei das Sociedades por Ações. Os acionistas controladores da Companhia poderão ter interesse em realizar aquisições, alienações de ativos, parcerias, busca de financiamentos, ou tomar outras decisões que podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas.

c) Com relação aos seus acionistas

Os interesses dos executivos da Companhia, beneficiários de plano de opção de compra de ações, podem diferir dos interesses dos acionistas com uma visão de investimento de longo prazo.

Os executivos da Companhia são beneficiários de um plano de opção de compra de ações, cujo potencial ganho para seus beneficiários está vinculado ao maior valor de mercado das ações da Companhia. Assim, os seus interesses podem eventualmente ficar substancialmente vinculados ao valor de mercado das ações da Companhia. Caso isto ocorra, estes executivos poderão dirigir os negócios e as atividades da Companhia com maior foco na geração de resultados no curto prazo, o que poderá não coincidir com os interesses de acionistas que tenham uma visão de investimento de longo prazo.

d) Com relação à suas controladas e coligadas

Na estrutura da Companhia encontram-se controladas operacionais e não operacionais. Porém, ainda que operacionais, as atividades de tais empresas controladas restringem-se a atividades de suporte àquelas praticadas pela Companhia, de modo que a Companhia não identifica fatores de riscos relacionados às suas controladas.

 

e) Com relação aos fornecedores da Companhia

A Companhia depende de terceiros como fornecedores de parte de suas necessidades de madeira e pode ser adversamente afetada pela falta ou pelo aumento dos custos da madeira.

A madeira é a principal matéria-prima utilizada para a produção de celulose e produtos de papel, sendo parte relevante proveniente de florestas próprias. A Companhia celebra contratos de fornecimento de médio e longo prazo com fornecedores de madeira, por um período que pode variar de 1 a 2 ciclos florestais, de 6 a 8 anos cada, na modalidade de fomento ou parcerias florestais. Caso seja necessário a complementação do volume, o abastecimento de madeira pode ser suprido através de contratos de compra de madeira de mercado nas modalidades: compra de florestas em pé ou posto fábrica, podendo ter duração de curto ou longo prazo variando conforme o volume negociado. Qualquer interrupção no fornecimento que represente uma redução relevante na madeira disponível para processamento pela Companhia poderá afetar adversamente seus resultados operacionais e sua situação financeira.

Mudanças na qualidade de crédito dos fornecedores ou clientes para os quais tenham sido efetuados adiantamentos, vendas a prazo ou empréstimos podem afetar os resultados da Companhia. 

É prática corrente e, eventualmente, condição para atuação competitiva em diversos mercados onde a Companhia opera, a concessão de adiantamentos a fornecedores e venda a prazo a clientes. Ao realizar adiantamentos, vendas a prazo ou empréstimos aos seus fornecedores ou clientes, a Companhia assume seus riscos de inadimplência. Desta forma, mudanças no ambiente macroeconômico, nas condições específicas dos seus mercados de atuação, ou ainda problemas relacionados à gestão destes fornecedores e clientes, podem afetar significativamente a sua capacidade de efetuar pagamentos, impactando diretamente o valor dos ativos e o capital de giro da Companhia. Adicionalmente, existe o risco de descasamento entre as taxas pagas sobre os recursos que a Companhia capta e as recebidas com relação ao crédito que concede aos seus clientes ou fornecedores, pois nem sempre é possível equiparar os termos dos financiamentos que a Companhia contrata aos termos dos créditos que concede aos seus fornecedores ou clientes. Qualquer deterioração do risco de crédito de fornecedores ou clientes ou descasamento entre as taxas e termos pelos quais a Companhia contrata e concede crédito poderá causar um efeito adverso relevante sobre o valor dos ativos, patrimônio e resultados da Companhia.

A Companhia depende de poucos fornecedores de certos insumos, como óleo combustível, pasta mecânica e gás, e pode ser adversamente afetada pela indisponibilidade ou pelo aumento dos custos destes insumos.

A Companhia possui poucas fontes de fornecimento para alguns insumos que são matérias-primas relevantes para o seu processo produtivo. A Companhia celebra contratos de fornecimento de médio e longo prazo com esses fornecedores. Portanto, eventual redução significativa no fornecimento ou aumento de custos, por parte de fornecedor relevante, de óleo combustível, de pasta mecânica e de gás, poderá afetar o mix, a margem ou a disponibilidade dos produtos da Companhia, o que afetará adversamente seus resultados operacionais.

f) Com relação aos clientes da Companhia

Vide o segundo fator de risco elencado no item “e” imediatamente acima.

g) Com relação aos setores de atuação da Companhia

Uma volatilidade significativa do Real frente ao Dólar pode impactar de forma relevante as receitas e o endividamento da Companhia, assim como os mercados de valores mobiliários brasileiros.

A volatilidade da cotação do Real frente ao Dólar tem afetado a Companhia e continuará a afetar sua condição financeira e seus resultados operacionais.

As receitas de exportação da Companhia são diretamente afetadas pela variação cambial. A depreciação do Real frente ao Dólar acarreta o aumento das receitas denominadas em Reais, enquanto a apreciação do Real frente ao Dólar acarreta uma redução das receitas de exportação. As receitas decorrentes do mercado doméstico são também afetadas pela volatilidade do câmbio, na medida em que produtos importados cotados em dólares se tornam mais ou menos competitivos no mercado doméstico a depender da variação cambial.

Além disso, alguns dos custos e despesas operacionais da Companhia são também afetados pelas flutuações câmbio, incluindo seguro de exportação, custos de frete e o custo de certos produtos químicos que a Companhia utiliza como insumos. A depreciação do Real frente ao Dólar acarreta a elevação de tais custos, enquanto a apreciação do Real frente ao Dólar acarreta a sua redução.

Adicionalmente, parcela significativa da dívida da Companhia é denominada em dólares. A depreciação ou até mesmo uma taxa de câmbio que seja menos favorável poderá elevar as nossas despesas financeiras derivadas de tais dívidas e outras obrigações denominadas em dólares, assim como adversamente afetar a habilidade da Companhia de cumprir com certos covenants financeiros ao abrigo de contratos financeiros que demandem a manutenção de certos índices financeiros. Por outro lado, uma significativa apreciação do Real frente ao Dólar pode afetar significativamente a estrutura de custo da Companhia e negativamente afetar a sua competitividade nos mercados de exportação. Em 31 de dezembro de 2015, 65,8% do endividamento bruto da Companhia era denominado em moeda estrangeira.

Como consequência de pressões inflacionárias, o Real tem sofrido depreciações periódicas no passado em relação ao Dólar e outras moedas estrangeiras. O Governo Brasileiro implementou no passado vários planos econômicos e se utilizou de diferentes políticas de definição do câmbio, incluindo depreciações abruptas, pequenas desvalorizações periódicas, cuja frequência de ajustes variou de diário a mensal, sistemas de câmbio flutuante, controles sobre a taxa de câmbio e mais de uma taxa oficial de câmbio no mercado. De tempos em tempos tem havido flutuações significativas na taxa de câmbio entre Reais e Dólar e outras moedas. Por exemplo, em 2011, 2012 e 2013, o Real se depreciou frente ao Dólar por 11,2%, 8,2% e 14,6%, respectivamente. A Companhia não pode garantir que o Real não se depreciará ou será desvalorizado em relação ao Dólar mais uma vez.

Desvalorizações do Real frente ao Dólar podem criar pressões inflacionárias adicionais no Brasil, o que pode gerar o aumento da taxa de juros, limitar o acesso da Companhia a mercados financeiros internacionais e à adoção de políticas recessivas pelo Governo Brasileiro. Por outro lado, a apreciação do Real frente ao Dólar pode gerar a deterioração das contas correntes do Brasil e do seu balanço de pagamentos, gerando uma redução das exportações brasileiras. Qualquer das situações acima pode afetar negativamente a economia brasileira como um todo e os resultados da Companhia.

O Banco Central tem interferido ocasionalmente para controlar a instabilidade dos movimentos cambiais externos. A Companhia não prevê que o Banco Central deixará o Real flutuar livremente. Não é possível prever o impacto que as políticas cambiais possam ter sobre a Companhia. A Companhia não pode assegurar que no futuro o Governo Brasileiro não irá impor uma banda dentro da qual a taxa de câmbio possa flutuar, ou mesmo fixar taxas de câmbio. Também não pode prever qual impacto tais eventos poderiam ter sobre os negócios da Companhia, sua posição financeira ou resultados operacionais.  

Investimentos em aumento na capacidade de produção celulose de mercado por concorrentes nos próximos anos podem impactar adversamente os resultados da Companhia.

Diversos anúncios de investimentos em novas capacidades foram feitos por concorrentes do setor de celulose e também por iniciantes nesta indústria. Caso todos ou parte importante dos projetos sejam confirmados e os investimentos realizados, poderá haver um desequilíbrio entre oferta e demanda que poderá ocasionar redução de preços de celulose. Investimentos em novas capacidades por terceiros podem ter um impacto significativo sobre os preços da celulose e, consequentemente, sobre as margens operacionais, lucratividade e retorno sobre o capital investido da Companhia.

Ainda, por conta do aumento da oferta da celulose no mercado, a Companhia poderá ser obrigada a ajustar, ainda que temporariamente, o volume de produção para adequação da menor demanda pelo produto, correndo o risco de ter que operar com capacidades ociosas e um maior custo de produção.

A Companhia enfrenta concorrência significativa em alguns dos segmentos de mercado em que atua, o que pode afetar adversamente sua participação nos mercados de celulose e papel e sua lucratividade.

O setor de papel e celulose é extremamente competitivo. A Companhia enfrenta concorrência significativa, tanto no mercado doméstico quanto no internacional, de um grande número de empresas, algumas das quais contando com baixos custos de capital e amplo acesso a recursos financeiros. No mercado doméstico, a Companhia enfrenta a competição de produtos nacionais, fabricados por empresas pertencentes a grupos brasileiros e internacionais, e importados. No mercado internacional, a Companhia concorre com empresas com maiores capacidades de produção e distribuição, expressiva base de consumidores e grande variedade de produtos.

As importações de celulose não representam concorrência para a Companhia no mercado doméstico, devido aos baixos custos de produção e logística dos produtores locais.

A sobreoferta de papel revestido no mundo, as medidas antidumping adotadas em outros países e o desvio de finalidade na importação de papel revestido, sobretudo durante um prolongado período de apreciação do Real em relação ao Dólar, pode aumentar a concorrência de produtores estrangeiros no mercado doméstico. Ainda, se o Governo Federal reduzir tributos de importação ou o Real sofrer apreciação frente ao Dólar, a capacidade competitiva dos produtores de papel importado pode aumentar no Brasil. A ocorrência ou continuidade de qualquer um desses eventos pode afetar adversamente a Companhia.

Além disso, os mercados de celulose e papel são atendidos por várias empresas localizadas em diversos países. Se a Companhia não for capaz de se manter competitiva em relação aos concorrentes no futuro, sua participação no mercado pode ser afetada adversamente. Além disso, as pressões para redução dos preços de celulose e papel causadas por competidores da Companhia, que podem estar mais preparados para manter preços mais baixos, podem afetar a lucratividade da Companhia.

As condições políticas e econômicas brasileiras, como inflação e taxas de juros, podem ter impacto adverso nos negócios da Companhia.

A Companhia conduz substancial parte de suas operações no Brasil e vende parte dos seus produtos no mercado doméstico. No ano encerrado em 31 de Dezembro de 2015, 30,6% da receita líquida foi proveniente do Brasil. Neste sentido, a condição financeira e resultados operacionais da Companhia são substancialmente dependentes das condições econômicas do Brasil. O PIB Brasileiro em Real cresceu 2,7% em 2013, 0,1% em 2014 e diminuiu para 3,8% em 2015.

A Companhia não pode assegurar que o PIB se reduzirá, aumentará ou se manterá estável no futuro. O futuro desenvolvimento da economia brasileira poderá afetar as taxas de crescimento do país e, consequentemente, o consumo dos produtos brasileiros. Como resultado, este fato poderá impactar as estratégias da Companhia, bem como os seus resultados operacionais e condições financeiras.

A economia brasileira tem suportado uma frequente e, ocasionalmente, drástica intervenção do Governo Federal, o qual tem frequentemente alterado as políticas monetárias, os créditos e outras políticas que influenciam a economia do país.

As ações do Governo Federal para controlar a inflação e outras políticas têm envolvido controle de preços e salários, depreciação do Real, controle de remessas externas, flutuações da taxa de juros básica do Banco Central, bem como outras medidas. A Companhia não tem controle sobre, nem pode prever quaisquer medidas ou políticas que o Governo Federal pode adotar no futuro.   

Situações de restrição de liquidez no mercado poderão aumentar o custo, restringir os prazos ou até mesmo inviabilizar a captação de recursos no mercado, o que poderá afetar adversamente as operações da Companhia.

As empresas brasileiras de celulose e papel fizeram grandes investimentos durante os últimos anos a fim de competir com mais eficácia e em maior escala no mercado internacional. Este movimento elevou a necessidade de recursos e a diversificação de fontes de financiamentos com instituições financeiras nacionais e internacionais.

Dentro deste contexto, a Companhia depende do capital de terceiros para conduzir seus negócios, na forma de operações de financiamento para suportar seus investimentos e capital de giro. Em situações de restrição de liquidez, como a vivenciada em 2008 e 2009 em razão da crise financeira internacional, as linhas de crédito podem se tornar excessivamente curtas, caras ou até mesmo indisponíveis. Nessas circunstâncias, aumenta-se o risco de captação e de rolagem, ou seja, a possibilidade de não obtenção, no mercado, dos recursos necessários para honrar os vencimentos da dívida contratada, assim como o risco de ter de levantar esses recursos a custos elevados, o que poderá afetar adversamente os resultados da Companhia.

Os movimentos sociais e a possibilidade de desapropriação podem afetar o uso regular, causar danos ou  privar do uso, ou da compensação pelo valor justo, as propriedades da Companhia. 

Há no Brasil grupos ativistas que defendem a reforma agrária e a redistribuição de propriedades por meio da invasão e ocupação de áreas rurais, o que pode interromper as atividades industriais da Companhia e, consequentemente, afetar adversamente a produção e o seu resultado operacional.

Além disso, de acordo com as leis brasileiras, o governo federal pode, mediante pagamento de indenização, desapropriar terras que não estejam cumprindo as “funções sociais” compulsórias locais, como a exploração racional e adequada de terras, o uso adequado de recursos naturais disponíveis, a preservação do meio ambiente, o cumprimento das leis trabalhistas, etc.  Caso o governo brasileiro venha a desapropriar alguma propriedade da Companhia, o resultado das operações pode ser negativamente afetado à medida que a indenização do governo seja inadequada.  Além disso, pode acarretar em uma aceitação forçada da Companhia com relação à títulos da dívida pública, que têm liquidez limitada, em vez de caixa como indenização por terras desapropriadas.

A deterioração nas relações trabalhistas com os empregados poderá afeta negativamente a Companhia.

A Companhia depende do uso intensivo da força de trabalho nas suas atividades. A maioria dos trabalhadores é representada por sindicatos, e seus contratos de trabalho são regulamentados por convenções e acordos coletivos de trabalho.  Novos acordos coletivos podem ter prazos mais curtos do que os anteriormente firmados e, se não for possível negociar acordos coletivos em termos aceitáveis para a Companhia, esta pode suportar um aumento significativo nos custos trabalhistas, deterioração das relações com trabalhadores, diminuição do ritmo de trabalho ou interrupções no trabalho, que podem gerar um efeito adverso relevante.

Ainda, mudanças nos regulamentos de segurança e terceirização podem acarretar aumento dos custos relativos à mão de obra da Companhia. Existe a possibilidade da Companhia ser considerada responsável por obrigação empregatícia em relação aos funcionários das suas contratadas, ou ainda ser estabelecido vínculo empregatício direto entre os funcionários terceirizados e a Companhia, de acordo com o regulamento atualmente em vigor. A introdução de um arcabouço jurídico mais rigoroso pertinente ao uso de funcionários terceirizados ou terceiros subcontratados e/ou a imposição de obrigações adicionais sobre o contratante de serviços terceirizados, pode aumentar os custos relativos à mão de obra, bem como afetar adversamente os negócios e operações da Companhia.

Segundo as leis e os regulamentos trabalhistas existentes, é dever da Companhia prover e assegurar o uso adequado de equipamentos de segurança para os seus funcionários e outros indivíduos realizando atividades em nossos locais de trabalho. No caso de omissão da Companhia em prover todos os equipamentos de segurança necessários ou de assegurar o seu uso adequado, ou ainda trabalhar com empresas que não estejam suficientemente comprometidas em assegurar a segurança de seus próprios funcionários, pode responsabilizar a Companhia por quaisquer acidentes que venham a ocorrer em nossos locais de trabalho. Qualquer acidente nos locais de trabalho pode expor a Companhia ao pagamento de indenizações, multas e penalidades.

Além disso, qualquer alteração nos atuais regulamentos de segurança pode submeter a Companhia a obrigações adicionais e acarretar o aumento das despesas relativas a equipamentos e procedimentos de segurança. A título de exemplo, alterações que imponham uma jornada de trabalho diária reduzida por razões de segurança podem resultar na redução da produtividade, forçando a contratação de funcionários adicionais. Da mesma forma, disposições legais que requeiram a instalação ou a compra de equipamentos de segurança adicionais poderiam aumentar os custos da Companhia relativos à mão de obra e afetar adversamente os resultados operacionais.

h) Com relação à regulação do setor de atuação da Companhia

Regras ambientais mais rigorosas podem implicar em dispêndio maior de recursos pela Companhia.

As operações da Companhia estão sujeitas à extensa regulamentação ambiental, incluindo regulamentação relacionada às emissões atmosféricas, descarga de efluentes, resíduos sólidos, odores e reflorestamento, manutenção de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente. Ainda, nossas atividades estão sujeitas à renovação periódica das licenças ambientais, tanto florestais quanto industriais.

As normas ambientais a serem cumpridas pela companhia são expedidas no âmbito federal, estadual e municipal, sendo que mudanças nas referidas regras e leis e/ou na política ou nos procedimentos adotados nas leis atuais poderão afetar adversamente a companhia. No Brasil, as violações às leis ambientais podem acarretar em sanções para a companhia e seus colaboradores tais como multa, detenção, reclusão ou até a dissolução da sociedade.

Vale ressaltar que existe a possibilidade de as agências governamentais ou outras autoridades competentes estabelecerem novas regras ou imporem regulamentos adicionais ainda mais rígidos que os vigentes, ou buscarem uma interpretação mais rigorosa das leis e regulamentos existentes, o que poderia exigir da companhia o dispêndio de fundos adicionais para a conformidade ambiental ou poderia restringir sua habilidade de operar conforme atualmente. Ainda, o não cumprimento ou a violação da regulação pode resultar na revogação de licenças e suspensão das atividades da Companhia ou no pagamento dos custos de reparação ambiental, os quais podem ser substanciais. Além disso, o não cumprimento das leis e regulamentos ambientais poderia restringir a capacidade da companhia na obtenção de financiamentos junto às instituições financeiras.

Em dezembro de 2015, alguns países firmaram um o Acordo de Paris, acordo global que adota Contribuições Determinadas Nacionalmente (INDCs) como as ações para reduzir suas emissões após 2020.  A INDC destinada ao Brasil anuncia um aumento da parcela de biocombustível sustentável e outras fontes de energia renováveis no mix energético nacional brasileiro, bem como desmatamento zero, reflorestamento e recuperação de florestas e melhoria no gerenciamento de florestas nativas.

A Companhia é afetada de forma expressiva através dos regulamentos relacionados aos gases de efeito estufa e às mudanças climáticas, pois acarreta no aumento no dispêndio de capital e investimentos para atender a essas leis e, indiretamente, pela mudança nos preços de transporte, energia e outros insumos.  Além disso, as operações podem ser negativa e substancialmente afetadas pelos efeitos físicos da mudança climática, como a mudança da temperatura do ar e dos níveis de água, os quais sujeitam a empresa a riscos climáticos incomuns ou diferentes.  Ainda, novas leis e regulamentos relativos à mudança climática, às alterações nos regulamentos vigentes e os efeitos físicos da mudança climática podem gerar aumento de passivos e de dispêndio de capital, que poderão ter um efeito adverso significativo em nossos negócios e resultados de operações. 

A não obtenção das autorizações e licenças necessárias poderá afetar adversamente as operações da Companhia

A companhia depende da emissão de autorizações e licenças do poder público para o desenvolvimento de certas atividades. Assim, para o processo de licenciamento dos empreendimentos florestais e industriais, cujos impactos socioambientais sejam considerados significativos, é obrigatória a realização de investimentos e ações, de modo a compensar tais impactos. As licenças para operação das suas fábricas e plantios geralmente são válidas por cinco anos contados da data da emissão, ao final dos quais poderão ser renovadas por iguais períodos. As licenças para operação exigem, dentre outros, que a companhia informe periodicamente o cumprimento de padrões de emissões e eventuais condicionantes estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes.

A não obtenção, não renovação ou regularização, conforme aplicável, de nossas licenças operacionais poderão causar atrasos na implantação das novas capacidades produtivas da companhia, aumento dos custos do processo, multa pecuniária ou mesmo a suspensão do processo produtivo da parte afetada.

i) Com relação aos países estrangeiros onde a Companhia atua

Recessão em virtude da crise econômica mundial poderá afetar a demanda e o preço dos produtos da Companhia de modo adverso.

A demanda de papel e celulose está relacionada ao crescimento da economia mundial. Atualmente, Europa, América do Norte e China são os principais mercados dessa indústria. Eventual desaceleração do crescimento econômico dessas regiões poderá afetar adversamente os preços e o volume de exportações da Companhia e, consequentemente, impactará o seu desempenho operacional e os seus resultados financeiros, até que esse volume possa ser alocado em outros mercados.

As exportações da Companhia estão sujeitas a riscos especiais que poderão afetar adversamente os seus negócios.

A Companhia exporta para diversas regiões do mundo, sujeitando-se a alguns riscos políticos e regulatórios especiais, entre os quais: controles cambiais nos países onde tiver pagamentos a receber; e eventuais barreiras comerciais, formais ou informais, ou ainda políticas de incentivo ou subsídio aos produtores em diversas regiões.

O desempenho financeiro futuro da Companhia dependerá, portanto, das condições econômicas, políticas e sociais dos seus principais mercados de exportação (Europa, Ásia e América do Norte). Desta forma, fatores que estão fora do controle da Companhia, como a imposição de barreiras ou a concessão de incentivos comerciais e alterações nas políticas econômicas dos países para os quais a Companhia exporta, poderão prejudicar a sua capacidade de exportação e, consequentemente, seus negócios e resultados operacionais.

Medidas restritivas as exportações para mercados internacionais importantes podem afetar adversamente a Companhia 

A competitividade das empresas brasileiras tem levado certos países a estabelecer barreiras comerciais para restringir o acesso de empresas brasileiras a seus mercados ou até mesmo para subsidiar os produtores locais. Alguns países podem impor quotas sobre os produtos brasileiros. Ainda, a demora na alocação dessas quotas ou mudanças nas leis ou políticas a elas relacionadas podem causar efeito adverso em nossas exportações. 

Qualquer tipo de restrição deste tipo pode afetar o volume de exportação da Companhia e, consequentemente, as condições financeiras destas exportações.  No caso de novas barreiras comerciais serem criadas para mercados relevantes para os quais a Companhia exporta, a Companhia pode ter dificuldade para vender nossos seus produtos em outros mercados em condições favoráveis, o que poderá causar um efeito adverso relevante na Companhia.

As condições econômicas e de mercado em outros países, inclusive nos Estados Unidos e nos países de mercado emergente, podem afetar de maneira relevante e adversa a economia brasileira e, portanto, a situação financeira da Companhia.

O mercado para valores mobiliários emitidos por empresas brasileiras sofre a influência das condições econômicas e de mercado no Brasil e, em graus variados, das condições de mercado em outros países, inclusive nos Estados Unidos e em outros países da América Latina e de mercado emergente. Embora as condições econômicas difiram em cada país, a reação dos investidores a acontecimentos em um país pode causar flutuação nos mercados de capitais de outros países. Por vezes, os acontecimentos ou as condições em outros países, inclusive nos Estados Unidos e em outros países de mercado emergente, já afetaram consideravelmente a disponibilidade de crédito na economia brasileira, tendo resultado em saídas substanciais de recursos e diminuições no volume de investimento de moeda estrangeira no Brasil, bem como acesso limitado a mercados de capitais internacionais, sendo que todos esses eventos podem afetar de maneira relevante e adversa nossa capacidade de obter recursos a uma taxa de juros acessível ou elevar o capital próprio quando e se tivermos necessidade. A Companhia depende do financiamento de terceiros para realizar as suas atividades, em especial, para financiar as suas despesas e para o seu capital de giro. Em circunstâncias de limitação da liquidez, a disponibilidade de crédito pode ser escassa, dispendiosa ou inexistente, além da possibilidade de não conseguirmos a ajuda do mercado para obter o financiamento necessário para a realização regular das atividades da Companhia e arcar com os compromissos financeiros.

j) Com relação a questões socioambientais

A Companhia apresenta alto grau de dependência de suas áreas de plantio para o fornecimento de madeira, que é essência para seus processos de produção. Qualquer dano efetivo sobre essas áreas de plantio pode afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia.

Parte relevante da madeira utilizada nos processos de produção da Companhia é fornecida por suas próprias operações florestais, que incluem áreas de plantio localizadas próximas às unidades industriais de produção da Companhia. O mercado de madeira no Brasil é limitado, já que a maioria dos produtores de celulose e papel utiliza a madeira extraída de suas áreas de plantio para consumo próprio. Além disso, para aquisição ou utilização das terras que formarão a sua base florestal, a Companhia concorre com outras culturas, o que acaba elevando potencialmente o preço de aquisição das áreas de plantio ou mesmo trazendo dificuldades para a contratação de terceiros para desenvolver o cultivo do eucalipto.

Ainda, as áreas de plantio da Companhia estão sujeitas a ameaças naturais, tais como, seca, incêndio, pestes e pragas, que podem reduzir o fornecimento de madeira para a Companhia ou resultar em maiores preços para a madeira que a Companhia adquire. As áreas de plantio da Companhia também estão sujeitas a ameaças adicionais, tais como a perda temporária da posse causada por invasão de posseiros, inclusive por movimentos sociais, ou roubo de madeira. Portanto, qualquer dano efetivo sobre essas áreas de plantio pode afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia.

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